Chama-se de Smart Grid as redes elétricas inteligentes. Mas se apenas essa definição não te esclarece o que é esse conceito, calma que a gente explica melhor!

Vamos olhar para uma empresa de energia atual. Ela, por exemplo, só sabe que o seu serviço foi interrompido porque o cliente a procura para fazer uma reclamação.

Com uma rede elétrica inteligente, a ideia é que a empresa saiba na hora que os seus serviços foram interrompidos, além de ter noção dos motivos de determinados componentes de rede terem parado de enviar dados do seu sensor.

Parece um cenário ideal, não é mesmo? E nós garantimos que realmente é.

Afinal, esse conceito trabalha com todos os componentes da rede com endereços de IP capazes de usar uma comunicação bidirecional.

Desta forma, a empresa tem o poder de gerenciar a distribuição de energia de maneira mais eficaz, sendo mais proativa quando o assunto é realizar a manutenção de uma falha e dar retornos sobre as interrupções com mais agilidade.

Bom, não restam dúvidas que a Smart Grid é um exemplo claro do universo da Internet das Coisas, ou IoT – Internet of Things, como é popularmente conhecida.

Nesse universo de IoT, a ideia é que os objetos possam ser equipados apenas com um identificador único, recebendo a capacidade de se comunicar via web, exatamente como se propõe a Smart Grid.

E aí, está curioso para saber mais sobre esse conceito? Então siga a leitura do nosso artigo e conheça as etapas de evolução da Smart Grid, as suas tecnologias, características, desafios e muito mais!

Como as redes de energia tradicionais funcionam?

Rede de fios conectados com símbolos de tecnologia sobre a tela, demonstrando a ideia de como funciona o smart grid

Para se aprofundar mais na Smart Grid, é importante saber primeiro como as redes de energia tradicionais funcionam.

Atualmente, as nossas redes elétricas são redes de usinas, subestações, transformadores, fios, sensores e postes.

É por meio de tudo isso que a eletricidade se transporta até chegar a nós, viajando por centenas de quilômetros.

Mas boa parte dessas redes já tem mais de um século de existência e não são mais sofisticadas o suficiente para suprir nossas necessidades de eletricidade, pois a tensão das redes no momento é maior do que nunca.

Justamente por isso que se abriram as portas para estudos e trabalhos que fortalecem e atualizam as redes elétricas com novas tecnologias, como a Smart Grid.

A ideia por trás dessa revolução na eletricidade é evitar interrupções, proporcionar mais segurança cibernética e permitir o compartilhamento de dados em tempo real.

O que são as redes inteligentes de energia (Smart Grid)?

Como falamos acima, entendendo como funcionam as nossas redes elétricas atualmente, fica mais fácil entender o que são as redes inteligentes de energia, ou seja, a Smart Grid.

No atual cenário, a energia sai das geradoras e chega até às nossas casas, escritórios, escolas e afins.

Com a Smart Grid, a proposta é que o fluxo aconteça de maneira mais dinâmica e bidirecional, ou seja, o consumidor se torna capaz de fazer a sua contribuição com o sistema, gerando boa parte da energia injetada na rede elétrica.

Assim, o sistema como um todo pode trabalhar de uma maneira mais adequada, com o fluxo de energia controlado e se tornando mais sustentável.

Tudo isso se torna possível pois as Smarts Grids permitem a integração das ações de todos os usuários que são conectados a elas, desde os que geram energia até os que consomem e também os que fazem os dois.

Então, podemos concluir que toda proposta das Smarts Grids gira em torno de transformar a eletricidade em algo mais digital, para facilitar a troca de energia por meio de automações capazes de responder às necessidades complexas e alguns incidentes em apenas alguns segundos.

Como funciona e quais foram as etapas de evolução?

Antena de energia com cabos e ao lado o deseho de um planeta conectado sinalizando a ideia de avanço de tecnologia, a propsota do smart grid para rede elétrica

Abaixo, listamos as etapas da cadeia de evolução das Smarts Grids. Confira!

1ª etapa: Transmissão de energia

As redes elétricas iniciais também são redes inteligentes.

Afinal, os seus sistemas de transmissão têm como base os relés eletromecânicos, interruptores e disjuntores.

Assim, quando há falhas na linha, os relés fazem a detecção e os disjuntores disparam.

Pouca coisa mudou desde então, sendo a principal diferença os relés microprocessados, que conseguem detectar e dar um tempo de resposta mais rápido para proteção contra falhas.

2ª etapa: Gestão e distribuição de energia

Agora as concessionárias aderiram aos sistemas SCADA, que permitem aos centros de controle isolar rapidamente e remotamente os bolsões da rede.

Além disso, como cerca de 1/3 da energia é perdida da planta para o plugue, é do usuário o maior potencial para ganhos substanciais de eficiência energética.

3ª etapa: Interação entre dispositivos e a rede elétrica

Nessa última etapa, a comunicação das usinas com moradores e empresas se torna mais constante.

Assim, aparelhos se auto-ajustam para consumir menos energia ou desligar, além de dados serem coletados de todos os dispositivos.

Essa parte dos dados, em especial, permite que algoritmos calculem uma demanda exata de energia, diminuindo a necessidade de geração em standby.

Tecnologias e características do Smart Grid

Para entender ainda melhor o conceito de Smart Grid, separamos algumas de suas tecnologias e características. Confira abaixo!

Fluxo energético bidirecional

O fluxo energético bidirecional da Smart Grid é o que a torna capaz de levar energia elétrica para um local e distribuir essa energia gerada entre as placas solares e outros geradores de um estabelecimento 

Armazenamento de Energia

Uma forte característica da Smart Grid é o seu banco de energia, que torna possível o armazenamento de altas cargas de energia por algumas horas.

Geração Distribuída

Assim que uma falha é detectada na Smart Grid, o trecho de rede em questão é automaticamente isolado.

Assim, são ativadas alternativas que façam com que a energia chegue ao cliente afetado por outras rotas, devido a geração distribuída.

Desafios da tecnologia Smart Grid

Nos países em que a Smart Grid foi instalada, o primeiro desafio veio da resistência de consumidores.

Muitos se recusam a aceitar o modelo por questões financeiras, além dessa modalidade ser uma opção e não uma exigência.

Há também um desafio em relação à segurança cibernética, comum em ambientes industriais, em que a digitalização e outras transformações digitais estão em andamento.

Por fim, outros desafios são vistos em relação a:

  • mudanças regulatórias; 
  • complexidade na integração de fontes; 
  • sistemas e parcerias entre vários players em um mercado desregulamentado;
  • a situação local em que um número selecionado de grandes empresas muitas vezes ainda domina;
  • mudança de atitude entre os prossumidores.

“Smart Grid” aplicado nas empresas

Ao ser aplicada em empresas, a Smart Grid apresenta alguns benefícios.

Entre eles, podemos destacar a diminuição da queda de energia, redução de custos e uma medição de consumo mais precisa.

No mais, a Smart Grid também diminui as emissões de carbono das empresas, um ótimo ponto para aquelas que estão em busca de projetos com responsabilidade ambiental.

Integração entre TO e TI

No campo das empresas, a Smart Grid também é capaz de integrar TO e TI.

Aqui, OT é a Tecnologia Operacional de uma empresa, ou seja, a tecnologia que você usa para administrar o lado operacional do seu negócio.

Já a TI é a Tecnologia da Informação, envolvendo banco de dados, hardwares, softwares e redes empresariais.

Esses dois setores se integram entre si por conta da Internet das Coisas, conhecida também como IoT.

Afinal, a IoT se dedica a automatizar processos por meio de dispositivos conectados que são capazes de coletar, receber e enviar informações.

Além disso, ela se propõe a incorporar inteligência e conectividade em dispositivos, para configurar processos e aplicativos que abrem um campo de novas possibilidades com as ferramentas adequadas para analisar dados, automatizar e ‘escrever’ aplicativos, além de desenvolver APIs, colocando esses dispositivos em funcionamento.

Lembrando que como estamos falando de informações, redes, conectividade, dados, ecossistemas e aplicativos em um cenário empresarial, eles necessitam ser gerenciados, protegidos, armazenados, processados e roteados. 

Conclusão

Com esse artigo, nossa missão era te explicar o que é Smart Grid e, para isso, explicamos primeiro como funcionam as redes de energia tradicional.

Enquanto as redes tradicionais transportam energia para nós por meio de usinas, subestações, transformadores, fios, sensores e postes, a Smart Grid vem com uma proposta mais dinâmica e bidirecional.

Esse conceito propõe transformar a eletricidade digitalmente falando, para facilitar a troca de energia por meio de automações capazes de responder às necessidades complexas e alguns incidentes em apenas alguns segundos.

Nela, o fluxo acontece de maneira bidirecional, com o consumidor sendo capaz de fazer a sua contribuição com o sistema, gerando boa parte da energia injetada na rede elétrica.

E aí, gostou de conhecer mais sobre esse conceito?

Então acompanhe o Blog da Office Total para mais informações!

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